UMA GOTA D’ÁGUA NOS MEUS OLHOS

UMA GOTA D’ÁGUA NOS MEUS OLHOS

Oh meu Deus
Só um minuto, por favor…
O que me resta implorar ao senhor
De não deixar ninguém tocar.
Esta floresta aqui…

Não criastes Belo Monte
Eu bem sei.
Nem o Xingu
Para parar de fluir…
Acho que enlouqueci
Pois não quero crer.

Meu Deus:- Também lhe peço…
Proteção para os meus irmãos
Os das ribeiras agora sem o seu chão.
Sem plantar e colher e crer
Ter que chorar e ceder…

E o índio:- O que fazer meu Senhor
Já tão combalido vai sofrer muito mais.
E a terra… Vai adoecer…
Parte do seu pulmão.

Por isso guardo essa planta!
É um pau cravo de uma semente
Que o sabiá buscou.
Viu!

Oh meu Deus, o que será do amanhã.
Quando se muda a vida de um rio,
Da fauna os igarapés,
Os ambientes naturais.
Não é justo, são tantos os males feitos.
Como fazer energia matando a luz
Que o sol criou e dou
Para o verde e o viver…

Pelo dinheiro o homem vira um vilão.
Quer o poder e o mundo por quinhão.
No planalto a aberração
Sentam-se à mesa muitos ladrões.
Oh meu Deus
Só um minuto, por favor…
O que me resta é implorar ao Senhor
De não deixar ninguém tocar.

Estas florestas aqui…
Dê proteção para os sabiás…
Cuja semente trouxe
Para crescer aqui!
Snitramus
Editora de texto
Rosali Gazolla

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