HOMENAGEM A EMILINHA BORBA

HOMENAGEM A EMILINHA BORBA

Emilia Savana da Silva Borba nasceu no
Bairro da Mangueira, na cidade do Rio de
Janeiro em 31 de agosto de 1922.
Ainda menina e contrariando um pouco a
vontade de sua mãe apresentava-se em
diversos programas de auditório e de calouros.
Ganhou seu primeiro prêmio, aos 14 anos, na
“Hora Juvenil”, da Rádio Cruzeiro do Sul.
Cantou também no programa “Calouros de
“Ary Barroso”, obtendo a nota máxima ao interpretar
“O X do Problema”, de Noel Rosa. Logo depois,
começou a fazer parte dos coros das gravações da
Columbia.
Formou, na mesma época, uma dupla com Bidú Reis,
chamada As Moreninhas. A Dupla se apresentou em
várias rádios, durante cerca de um ano e meio.
Logo depois, a dupla gravou para a “Discoteca Infantil”
um disco em 78 RPM com a musica “A História da
Baratinha”, numa adaptação de João de Barro.
Desfeita a dupla, Emilinha passou a cantar sozinha
e foi logo contratada pela Rádio Mayrink Veiga,
recebendo de César Ladeira o slogan “Garota Grau Dez”.
Em março de 1939 grava, pela Columbia e com o nome de
Emília Borba, seu primeiro disco solo em 78 RPM, com
acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto,
com o o samba Ninguém escapa de e o
samba-choro Faça o mesmo.
Ainda em 1939, foi levada por sua madrinha artística, Carmen Miranda,
de quem sua mãe era camareira, para fazer um teste no Cassino da Urca.
Por ser menor de idade e na ânsia de conseguir o emprego, alterou sua
idade para alguns anos a mais.
Além disso, Carmen Miranda emprestou-lhe um vestido e sapatos plataforma.
Aprovada pelo empresário Joaquim Rolla proprietário do Cassino da
Urca foi contratada e passou a se apresentar como “crooner”, tornando-se
logo em seguida uma das principais atrações daquela casa de espetáculos.
Tornando-se uma Estrela
Em 1940, gravou com acompanhamento de Radamés
Gnattali e sua orquestra os sambas “O Cachorro da Lourinha”
e “Meu Mulato Vai ao Morro”, da dupla Gomes Filho e
Juraci Araújo. Nesse ano, apareceu nos filmes
“Laranja da China”, de Rui Costa e “Vamos cantar”, de Leo Marten.
No ano seguinte, assinou contrato com a Odeon, gravadora
onde sua irmã, a cantora Nena Robledo, casada com o
compositor Peter pan já era contratada. Já com o nome de
Emilinha Borba lançou os sambas “Quem Parte leva Saudades”,
de Francisco Scarambone, e “Levanta José”, de Haroldo
Lobo e Valdemar de Abreu. Gravou ainda um segundo
disco na Odeon com o samba “O Fim da Festa”, de
Nelson Teixeira e Nelson Trigueiro,
e a marcha “Eu Tenho Um Cachorrinho”, de Georges
Moran e Osvaldo Santiago.
Após 22 anos sem gravar um trabalho só seu, a
Favorita da Marinha lançou, em 2003, o CD”Emilinha
Pinta e Borba”, com participações de diversos cantores
como Cauby Peixoto, Marlene, Ney Matogrosso,
Luís Airão, Emílio Santiago, entre outros, e, no início de
2005, o CD “Na Banca da Folia”, para o carnaval do
mesmo ano, com a participação do cantor Luiz Henrique
na primeira faixa – Carnaval Naval da Favorita e de MC
Serginho na quinta faixa, Marcha-Funk da Eguinha Pocotó,
conforme informa o site Cantoras do Brasil.
Emilinha continuou fazendo espetáculos pelo Brasil inteiro,
tendo marcado presença, nos seus três últimos anos de
vida, em vários estados brasileiros como Pernambuco
Ceará, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Bahia.
Seus maiores sucessos, entre centenas de outros,
são: o bolero “Dez Anos”, de Rafael Hernández com
versão de Lourival Faissal e a marcha “Chiquita
“Bacana”, de João de Barro e Alberto Ribeiro.
Por falta de gravadora, Emilinha Borba, a mais popular cantora
brasileira de todos os tempos teve que vender

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