HOMENAGEM A ARACI DE ALMEIDA

HOMENAGEM A ARACI DE ALMEIDA

Aracy Teles de Almeida nasceu no
Rio de Janeiro em 1914
Araci de Almeida foi uma
cantora brasileira.
Teve grande convivência com
o compositor Noel Rosa
Também foi jurada do programa
Show de Calouros de
Silvio Santos Era conhecida como
“Dama da Central” (do Brasil),
pois somente viajava de trem,
“A Dama do Encantado”
(em referência ao bairro em que
(morou no Rio), ou “O Samba Em Pessoa”.
Cantava samba, mas era apreciadora de
música clássica e se interessava
por leituras de psicanálise, além de ter
em sua casa quadros de pintores
brasileiros como Aldemir Martins e
Di Cavalcanti, com quem mantinha amizade.
Os que conviviam com ela, na intimidade
ou profissionalmente, a viam como
uma mulher lida e esclarecida.
Tratada por amigos pelo apelido de “Araca”,
Noel Rosa disse, em entrevista para
A Pátria, em 4 de janeiro de 1936:
“Aracy de Almeida é, na minha opinião,
a pessoa que interpreta com
“exatidão o que eu produzo”.
Estudou num colégio no bairro do Engenho de
Dentro, onde foi colega do radialista Alziro Zarur,
passando depois para o Colégio Nacional, no Méier.
Aracy costumava cantar hinos religiosos na Igreja
Batista e, escondida dos pais, cantava músicas de
entidades em terreiros de macumba e no bloco carnavalesco
“Somos de pouco falar”. “Mas isso não rendia dinheirim”,
como Aracy dizia.
Mais tarde, conheceu Custódio Mesquita, por intermédio
de um amigo. Cantou para ele a música Bom-dia,
Meu Amor (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano),
conseguindo entrar a Rádio Educadora (depois Tamoio)
em 1933 Ali mesmo, conheceu Noel Rosa e aceitou o
convite, que ele lhe fez, para “tomar umas cervejas
“cascatinhas na Taberna da Glória”. Desde este dia,
o acompanhou todas as noites.
No ano seguinte, gravou para o Carnaval seu
primeiro disco, pela Columbia, com a música
Em plena folia (Julieta de Oliveira).
Em 1935, assinou seu primeiro contrato com a Rádio
Cruzeiro do Sul e gravou Seu Riso de Criança,
composição de
Noel Rosa, de quem se tornaria a principal intérprete.
Foi, ao lado de Carmen Miranda, a maior cantora de
sambas dos anos 30.
Depois de atuar com sucesso na boate Vogue em
Copacabana na década de 40, entre
1950 e 1951 gravou dois álbuns dedicados a
Noel Rosa, que seriam responsáveis
pela reavaliação da obra do poeta da Vila.
Em 1965, fez vários shows no Rio de Janeiro:
“Samba pede passagem”, no Teatro Opinião;
“Conversa de botequim”, dirigido por Miele e
Ronaldo Boscoli , no Crepúsculo; e um espetáculo
na boate Le Club, com o cantor Murilo de Almeida.
No ano seguinte, a Elenco lançava o disco
Samba é Aracy de Almeida. Com o cômico Pargano
Sobrinho, fez “É proibido colocar cartazes”
Aracy trabalhou em vários programas de TV:
Programa do Bolinha; na TV Tupi, com
Mário Montalvão;
Na TV Globo, com a Buzina do Chacrinha;
no Programa Sílvio Santos; programas na TVE;
Programa da Pepita Rodrigues, na TV Manchete;
Programa do Perlingeiro, na TV Excelsior; no
Almoço com as estrelas, com Aérton Perlingeiro,
entre outros.
Em 1988, Aracy teve um edema pulmonar.
No início, ficou internada em São Paulo, retornando
ao Rio de Janeiro para o hospital da SEMEG, na Tijuca.
Sílvio Santos a ajudou financeiramente na época em
que esteve doente e lhe telefonava todos os dias, às
18 horas, para saber como ela estava.
Depois de dois meses em coma, voltou à lucidez
por dois dias, e, num súbito aumento de pressão
arterial, faleceu no dia 20 de junho, aos 74 anos.

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