HOMENAGEM AGENOR (NOSSO CARTOLA)

CARTOLA

Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola,

Considerado por diversos músicos e críticos como o maior sambista
da história da música brasileira Cartola nasceu no bairro do Catete,
mas passou a infância no bairro de Laranjeiras. Tomou gosto pela música
e pelo samba ainda moleque e aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão
As dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a se mudar para o
morro da Mangueira, onde então começava a despontar uma incipiente favela
Na Mangueira, logo conheceu e fez amizade com Carlos Cachaça- seis anos
mais velho – e outros bambas, e se iniciaria no mundo da boemia, da malandragem
e do samba. Com 15 anos, após a morte de sua mãe, abandonou os estudos –
tendo terminado apenas o primário. Arranjou emprego de servente de obra, e passou
a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía de cima. Por usar esse
chapéu, ganhou dos colegas de trabalho o apelido “Cartola”.
Junto com um grupo amigos sambistas do morro, Cartola criou o Bloco dos Arengueiros
cujo núcleo em 1928 fundou a Estação Primeira de Mangueira. Ele compôs também o
primeiro samba para a escola de samba, “Chega de Demanda”. Os sambas de Cartola se
popularizaram na década de 1930, em vozes ilustres como Araci de Almeida, Carmen
Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e Silvio Caldas
Mas no início da década seguinte Cartola desapareceu do cenário musical carioca e
chegou a ser dado como morto. Pouco se sabe sobre aquele período,
além do sambista ter brigado com amigos da Mangueira[ contraído uma grave doença
especula-se que seja meningite- ter ficado abatido com a morte de Deolinda, a mulher
com quem vivia. Cartola só foi reencontrado em 1956 pelo jornalista Sérgio Porto
(mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta), trabalhando como lavador de carros em
Ipanema. Graças a Porto, Cartola voltou a cantar, levando-o a programas de rádio e
fazendo-o compor novos sambas para serem gravados. A partir daí, o compositor é
redescoberto por uma nova safra de intérpretes.
Em 1964 o sambista e sua nova esposa, Dona Zica, abriram um restaurante na rua da
Carioca, o Zicartola, que promovia encontros de samba e boa comida reunindo a juventude
da zona sul carioca e os sambistas do morro. O Zicartola fechou as portas algum tempo
depois, e o compositor continuou com seu emprego público e compondo seus sambas.
Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos-solo, e sua carreira
tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como “As Rosas Não Falam”,
“O Mundo é um Moinho”, “Acontece”, “O Sol Nascerá”, “Quem Me Vê Sorrindo
(com Carlos Cachaça), “Cordas de Aço”, “Alvorada” e “Alegria”. No final da década de 1970,
mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980.

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