Archive for Fevereiro, 2015


AS BESTAS

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Fevereiro 18th, 2015

A bestia

As Bestas

Com fome e sedento
Caminho assim
Driblando a morte.

Olhando no céu
Busco nas estrelas
Uma luz, não a sorte.

Murmuro quase morto:
Quero paz
Não as delícias deste mundo.

Porque tanto pranto e lamento
De tantas almas sofridas
Não sei
Queria saber as causas.

Para poder então morrer
Não de sede e fome
E a vida não me passe.

Queria saber por quê
O mundo
Assim em vão apodrecido
Por tantas lamurias e desgraças

Onde a escuridão urge nos olhos
Dos homens de aço
Que fazem da esperança de paz
Uma mórbida morada das guerras

Queria saber as causas
De tudo que as estrelas sabem
Para então morrer desesperado
Mas antes dizer como poeta
Duas ou três frases…
Homem tu es uma besta…
Snitramus
Editora de texto
Rosali Gazolla

APARÊNCIAS ENGANAM MAS O TEMPO NÃO PARA

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Fevereiro 5th, 2015

Brasil

APARÊNCIAS

É clara a luz da vida
Sublime, divina
A todos, tudo, o sol ilumina.

Numa aquiescência harmônica
Ouve-se o cantar dos pássaros
O rumor do vento como cântico..

Aquece e revitaliza a terra.
Sempre algo renasce e anela,
Ao dia que segue no seu tempo.

As brisas passam ligeiras
Anunciando o frescor da tarde,
Enquanto o sol se vai ao poente.

Muito breve virá a noite
E os astros no céu cintilarão,
Mostrando todo o mistério,
De uma estrela cadente.

A lua então, em deleite irradia,
Majestosa linda e contente,
E ao mundo se anuncia.

Cuidado! Também tem a escuridão
Que engana a vida
Para quem descuida, seduz!

Emanada das trevas
Vive em volta dos muros
É fonte do orgulho e também reluz.

Espreita os descuidados
Que acha estar tudo seguro
Companheira do vício é a própria morte
Companheiro.(Lula e Dilma Roubete)
Gostaria de falar de flores de amor e não
da força contra o fraco sou meio que poeta e meio que músico
o poema termina em companheiro no bom sentido”Cumpanheiro e cumpamheira”
Mas afirmo o que cantou o Cazuza as suas ideias não correspondem aos fatos Ponto
Snitramus
Editora de texto
Rosali Gazolla

SOLIDÃO

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Fevereiro 5th, 2015

SolidãoGaivotas

Onde o frouxo luar
Passeia por entre as nuvens
Tudo é silêncio.

Meu amor
Desamparo e triste
Teima, sofre e sua.

Mancha-se no lodo
E ele escravo maldito
Uma espécie de cão sem dono.

Imploro uma ilusão
Um alento pela vida
Um quebranto de amor.

Porém, nem um sopro de bonança
Nem uma luz de esperança
Vem ocultar soluçando.

Meu corpo cansado
Com um sarcasmo profundo
Esvai-se meu talento.

Tantas visões sobre meu peito
A atração de um róseo corpo
Suspiro gemo.

A ventura
Uma mulher
Meus lábios suspiram.

Tudo é silêncio
O quarto mudo
Em volta, a solidão.

Snitramus
Editora de texto
Rosali Gazolla

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