Archive for Fevereiro, 2012


AUSÊNCIA

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Fevereiro 23rd, 2012

AUSÊNCIA

Numa sensação de torpor
Vindo lá das entranhas
Das feridas que a vida cria.

Uma ausência
Àquela que o tempo não leva
E que vira cicatriz.

Às frases sussurradas
Os beijos, as carícias
Chegam e alucinam.

Vasculham meus guardados
Em pleno vôo me dominam
Aquieto-me.

Não sei como explicar
Num diálogo perene e deleitoso
Minhas solicitações.

Mas buscando na imensidão
As forças profundas
Desperto meu coração…
Snitramus
Editora de Texto
Rosali Gazolla

OS FILHOS:- OS PAIS!

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Fevereiro 21st, 2012

SÃO JOSE
OS FILHOS:- OS PAIS!

É fato e sem nenhuma beleza os relatos estridentes.
Se não bastasse estar sempre a nos espreitar a violência,
a criminalidade, os descasos dos nossos dirigentes,
e os malditos traficantes impunes como os ratos…
É incontestável o que foi dito no livro Sagrado.
Os filhos se voltarão contra os pais! Foi o recado.
Sem paciência, sem discrepância, evoluiu o mundo.
E com ele, aos trancos e barrancos lá se foi a família,
o respeito à paternidade, o amor e a irmandade.
Há algum tempo que tudo de maneira drástica,
vem mudando no mundo.
Alguns filhos hoje, humilham, desacatam, menosprezam,
àqueles que lhes deram a vida, amor, carinho e a mão.
Para hoje pelo menos serem o que são. Não pensam!
O que lhes dirão os seus filhos amanhã?
Será que seguirão a escrita?
Se assim for lhes dirão com afã, tudo que a palavra
não dita, não mudaram o curso da história.
Ô pai! Você tristonho, calado, encostado no seu canto!
Porque seus filhos te acham, xucro, tosco, louco,
ignorante, fora do tempo, atrasado e burro.
Mesmo sendo tudo isso, na concepção deles,
você fez deles pessoas do bem e para o bem.
Porque a tristeza? Como o seu pai, você fez o seu momento.
Nem por isso você foi o melhor e mais inteligente,
tomara Deus que todas essas certezas, que esses jovens
têm na mente não sejam suas novas crenças, que eles
evoluam e não passem para seus filhos essas falças demagogias.
Para que todos os nossos netos um dia no mundo,
sintam o ar da graça de construir verdadeiramente
o que chamamos de FAMÍLIA.
Snitramus
Editora de texto
Rosali Gazolla


Abaixo a letra cifrada da música (PAI)
Tendo como autor e interprete,o compositor e cantor Fabio Junior.

Tom: G
Capotraste na 1ª casa
Intro 2x: G7M C7M(9)

G7M C7M(9) G7M
Pai, pode ser que daqui a algum tempo
C7M(9) Am7
Haja tempo pra gente ser mais
D4(7) D7(11) G7M D4(7)
Muito mais que dois grandes amigos, pai e filho
D7(11)
Talvez
G7M C7M(9) G7M C7M(9)
Pai, pode ser que daí você sinta, qualquer coisa
Am7
Entre esses vinte ou trinta
D4(7) D7(11) G7M D7 D4(7)
Longos anos em busca de paz….
G7M C7M(9) G7M C7M(9)
Pai, pode crer, eu tô bem eu vou indo, tô tentando
Am7
Vivendo e pedindo
D4(7) D7(11) G7M C7M(9)
Com loucura pra você renascer…
G7M C7M(9) G7M C7M(9)
Pai, eu não faço questão de ser tudo, só não quero e
Am7
Não vou ficar mudo
D4(7) D7(11) G7M G4(7/9) G7(9-)
Prá falar de amor pra você
C7M C#° G Em
Pai, senta aqui que o jantar tá na mesa
Am7
Fala um pouco tua voz tá tão presa
D7(11) Am7 D4(7) D7(11)
Nos ensine esse jogo da vida, onde a vida só paga pra
G7M G4(7/9) G7(9-)
ver
C7M C#° G5(9) Em
Pai, me perdoa essa insegurança, é que eu não sou
Am7
Mais aquela criança
Cm7 Bm7 E7
Que um dia morrendo de medo, nos teus braços você
Am7 D4(7) D7(11) G7M
Fez segredo nos teus passos você foi mais eu
G4(7/9) G7(9-)
Euuu

C7M C#° G5(9) Em
Pai, eu cresci e não houve outro jeito, quero só
Am7
Recostar no teu peito
Cm7 Bm7 E7
Pra pedir pra você ir lá em casa e brincar de vovô
Am7
Com meu filho
D4(7) D7(11) G7M G4(7/9) G7(9-)
No tapete da sala de estar
C7M C#° G5(9)
Pai, você foi meu herói meu bandido,

Em Am7
Hoje é mais muito mais que um amigo
Cm7 Bm7 E7
Nem você nem ninguém tá sozinho, você faz parte desse
Am7
Caminho
D4(7) D7(11) C7M G7M
Que hoje eu sigo em paz

SOMBRAS DO PASSADO

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Fevereiro 15th, 2012

SOMBRAS DO PASSADO

Neste desalento
Que ainda de saudade
Atento…
Pobres sonhos e ideais
A melhor página
Da minha vida.

Sob uma sombra orvalhada
Sentindo o aroma fresco
E penetrante, da terra molhada.

Olho o campo, olho a estrada
Olho o sol, olho o horizonte
Como um poeta tristonho.

Que é isto? Que tristeza
Estranha; trago comigo
Nessa minha alma sofrida?
Uma severa palidez
Com um olhar nostálgico
Já cansado, grisalho e farto.

Nessa paisagem matinal
Sentei a rever meu passado
Quantas ingênuas loucuras.
Os mais lindos encantos
A ilusão
Afoitamente prometendo tudo.
A seguir…
Arfando o peito de repente,
Pensei, vivo o presente.
Perdi o direito de viver do passado.
Snitramus
Editora de texto
Rosali Gazolla

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